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Retrospectiva 2020: Exposições que se destacaram em instituições, museus e bienais

O ano de 2020 foi totalmente atípico para todo o mundo, e não foi diferente no meio artístico. Mesmo assim, qualidade não faltou nas diversas exposições que se destacaram em instituições, museus e bienais.

Fizemos uma retrospectiva das melhores mostras que foram exibidas nesses locais, que vão desde exibições de artistas célebres, até exposições que nunca antes desembarcaram em solo brasileiro. São elas: ‘Trisha Brown: coreografar a vida’ (MASP); Bienal de Berlim; ‘OSGEMEOS: Segredos’, na Pinacoteca de São Paulo; ‘Casa Carioca’, no Museu de Arte do Rio; ‘Helio Oiticica: a dança na minha experiência’ e ‘Vento’, no Pavilhão Ciccillo Matarazzo.

 

Trisha Brown: coreografar a vida (MASP)

Trisha Brown (1936-2017) foi e ainda é uma das coreógrafas e dançarinas mais importantes do século XX. Neste ano, a americana fez sua primeira exposição individual no Brasil, no Museu de Arte de São Paulo. A mostra fez parte de ‘Histórias da dança’, ciclo temático de 2020 no MASP.

“Dançar é sequenciar e expressar movimentos. Coreografar é projetar a dança, ou seja, organizar essa sequência. Trisha fazia anotações e inúmeros desenhos para sistematizar os gestos do corpo. Com o tempo, ela passou a aproximar a dança ao cotidiano incorporando movimentos corriqueiros, como andar e vestir, em seus trabalhos”, disse o curador André Mesquita.

 

Retrospectiva 2020: Exposições que se destacaram em instituições, museus e bienais
Trisha Brown e Stephen Petronio em Set and Reset, 1983

 

 

 

Bienal de Berlim

A 11ª Bienal de Berlim deveria acontecer na primeira metade do ano, entretanto precisou ser adiada por causa da pandemia do novo coronavírus. O evento começou em setembro e a forte presença de artistas latinos foi um dos destaques, incluindo nove brasileiros.

O painel conta com uma grande representatividade indígena e LGBTQIA+, além da inusitada presença de companhias de teatro. O grupo brasileiro mescla nomes novos com outros já consagrados no círculo artístico, são eles: Aline Baiana, Castiel Vitorino Brasileiro, Flávio de Carvalho, Pedro Moraleida Bernardes; Marcelo Moreschi, Virginia Borges, Gil DuOdé.

 

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Flávio de Carvalho

 

 

 

OSGEMEOS: Segredos, na Pinacoteca de São Paulo

Uma das exposições mais aguardadas do ano foi OSGEMEOS: Segredos. Gustavo e Otávio Pandolfo são os irmãos por traz da vasta obra espalhada pelo Brasil, sempre se relacionando com o espaço urbano.

A dupla construiu uma trajetória no mundo das artes sem nunca ter perdido de vista o desejo de manter-se acessível ao grande público. A exposição ainda está em cartaz e continuará em exibição até o fim de fevereiro.

 

Retrospectiva 2020: Exposições que se destacaram em instituições, museus e bienais
OSGEMEOS: Segredos

 

 

Casa Carioca, no Museu de Arte do Rio

O Museu de Arte do Rio lançou ‘Casa Carioca’, a sua principal exposição do ano. Entretanto a pandemia do novo coronavírus cessou a visitação por tempo indeterminado. A mostra de longa duração reúne cerca de 800 obras sobre habitar o Rio de Janeiro e o Brasil, sendo parte também da programação cultural do Congresso Mundial de Arquitetos – UIA 2021.

Casa Carioca estará em cartaz durante boa parte do próximo ano.

 

 

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Obra do artista plástico Bruno Portella (Foto: Divulgação)

 

 

 

MAM-Rio e MASP lançam exposição sobre Helio Oiticica

O experimental e inovador Hélio Oiticica está sendo homenageado na nova exposição do MAM-Rio intitulada ‘a dança na minha experiência’, que explora a relação do artista com a dança, música e a cultura popular brasileira.

A mostra é uma parceria do MAM Rio com o MASP, curada por Adriano Pedrosa e Tomás Toledo, do museu paulista. A mostra continuará em exibição até março de 2021.

Este ano também foi marcado pela nova direção artística do museu, que ficou nas mãos de Keyna Eleison e Pablo Lafuente.

 

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Hélio Oiticica manipulando o trabalho B 11 Bólide caixa 9 (1964). Foto Claudio Oiticica

 

 

‘Vento’, no Pavilhão Ciccillo Matarazzo

A 34ª edição da Bienal de São Paulo intitulada ‘Faz escuro mas eu canto’ irá acontecer em setembro de 2021, entretanto foi possível conferir um prelúdio dela na exposição ‘Vento’, que aconteceu no Pavilhão Ciccillo Matarazzo.

De modo geral, os trabalhos anteciparam temas que devem ser abordados no evento principal, como colonialismo, a força da circulação de imagens e saberes ancestrais.

 

Retrospectiva 2020: Exposições que se destacaram em instituições, museus e bienais
Paulo Nazareth