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Mostra brasileira ‘Histórias Afro-atlânticas’ irá para os EUA

A exposição ‘Histórias Afro-atlânticas’ é uma das mais importantes do Brasil sobre o tráfico de escravos. Evidenciando artistas de ascendência africana negligenciados, a mostra serviu como ponto de partida para diversas expressões de luta seguintes. Seu prestígio foi reconhecido por museus norte-americanos, onde ela será exibida.

A primeira escala será no Museum of Fine Arts, em Houston, a mostra será exibida no ano de 2021, ela também passará pela National Gallery of Art de Washington, no ano seguinte.

 

Mostra brasileira ‘Histórias Afro-atlânticas’ irá para os EUA
Marepe (Marcos Reis Peixoto), ‘A mudança’ [Moving], 2005, Cortesia [Courtesy] Instituto Inhotim, Brumadinho, Minas Gerais, Brasil [Brazil]

 

A NGA anunciou o fato afirmando que ‘Histórias Afro-atlânticas oferece uma janela para as muitas narrativas, formações culturais e experiências produzidas pelo comércio transatlântico de escravos e suas consequências. A mostra explora as conexões diaspóricas, lida com o legado violento da escravidão, mostra a presença e as experiências difundidas por negros em todos os estratos sociais e muda nossa compreensão da história do Atlântico negro’.

O Brasil foi o destino de quase metade de todos os escravos trazidos para a América no comércio transatlântico entre os séculos XVI e XIX. Histórias Afro-atlânticas aborda principalmente isso, o Brasil como ponto central do comércio de escravos.

Nosso país ainda foi o último a abolir a escravidão, tendo feito apenas em 1888, através da Lei Áurea. Entretanto, não houve nenhum programa de inclusão social, coisa que deixa marcas até hoje.

Mostra brasileira ‘Histórias Afro-atlânticas’ irá para os EUA
Sidney Amaral, ‘Gargalheira (quem falará por nós?)’ [Neck Leash – Who Shall Speak on Our Behalf?)], 2014, Coleção [Collection] Marcelo Araújo, São Paulo, Brasil [Brazil]

 

Dentre as 450 obras presentes na exposição, há trabalhos de artistas em ascensão como é o caso de No Martins e nomes clássicos como Arthur Timótheo da Costa. Destas, aproximadamente 150 obras serão levadas para os Estados Unidos, incluindo artistas brasileiros, cubanos e dominicanos.