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MAM Rio oferece jornada de estudos sobre Hélio Oiticica

Coincidindo com o encerramento da exposição “Hélio Oiticica: a dança na minha experiência”, o MAM Rio convida a curadora Vivian Crockett; o crítico de arte Max Jorge Hinderer Cruz e a artista Agrippina R. Manhattan para um processo imersivo de atividades remotas sobre Hélio Oiticica desde suas respectivas pesquisas e em relação com  as demandas e especificidades dos tempos presentes.

Os encontros visam contribuir para a formação de professores, educadores, pesquisadores, colecionadores, artistas visuais e audiovisuais, profissionais da cultura e do museu, bem como pessoas interessadas em conhecer e se aproximar da produção do conhecimento em artes. A jornada será composta por cursos e debates online, com inscrição prévia.

 

QUA 3 mar, das 19h às 21h
Três perspectivas, uma prática – Hélio Oiticica
Curso para pesquisadores, estudantes, críticos e curadores de arte.
Vagas: 80 pessoas. Classificação indicativa: 18 anos. Inscrição online.

Nos interessa pensar no museu como um espaço de produção de conhecimento. Neste sentido, convidamos Agrippina R. Manhattan, Vivian Crockett e Max Jorge Hinderer Cruz para uma conversa a partir do trabalho e trajetória de Hélio Oiticica desde uma perspectiva contemporânea, em diálogo com as exposições Hélio Oiticica: a dança na minha experiência e Cosmococa: programa in progress. O curso inaugura uma série de encontros nos quais convidaremos diferentes visões para que confluam sobre uma mesma prática artística, obra ou exposição, para que possamos criar repertórios para a reflexão sobre os projetos do museu com e a partir do público.

QUI 4 mar, das 19h às 21h
Ciclo de leitura cinematográfica Hélio Oiticica
Transmissão pelo Youtube do MAM, www.youtube.com/c/MAMRio. Classificação indicativa: 18 anos

Exibição online de filmes de Hélio Oiticica, seguida de uma conversa entre Vivian Crockett e Keyna Eleison em torno de obras cinematográficas presentes na coleção da Cinemateca do MAM que dialogam com o universo intelectual, epistemológico e estético de Hélio Oiticica.

Apocalipopótese – Guerra e Paz (Fragmento) de Raymundo Amado. Brasil, 1968. Documentário. 10’. Exibição em mov (H264). Classificação indicativa: 12 anos + Arte Pública de Jorge Sirito de Vives e Paulo Roberto Martins. Brasil, 1968. Documentário. 14’. Exibição em mov (H264). Classificação indicativa Livre + Loucura e Cultura de Antônio Manuel. Brasil, 1970. Experimental. 9’. + Agripina é Roma-Manhattan de Hélio Oiticica, 1972. 15’. + Battery Park de Hélio Oiticica. 1971. 3’. + Brasil Jorge de Hélio Oiticica 1971-72. 3’. + Cosmococa de Hélio Oiticica e Neville d’Almeida, 1973. 17’. + Fillmore East de Hélio Oiticica 1971-72. 3’. + Gay Pride, 1971, super-8, 9 min. + Haffer’s Office, 1972-73. 3’. + Igreja Notre Dame de Hélio Oiticica. 1972. 2’. + Teresa Jordão de Hélio Oiticica. 1973. 3’. + TV Shots de Hélio Oiticica. 1973. 3’. Exibição em mov (H264).

 

SEG 15 – QUA 17 mar, das 19 às 21h
MAM para Educadores: Hélio Oiticica, experimentação e participação
Curso para professores e educadores. Vagas: 95. Inscrições online.

Quem é Hélio Oiticica e qual a importância da sua pesquisa artística para a história da arte, no Brasil? Como seu trabalho pode contribuir para uma reflexão, na atualidade, sobre experimentação, participação, trocas e apropriações culturais no campo da arte? A partir dessas questões, convidamos Agrippina R. Manhattan, Vivian Crockett e Max Jorge Hinderer Cruz, para ministrar os 3 encontros nos quais a poética de Hélio Oiticica será posta em debate a partir de sua prática participativa e experimental.

 

MAM Rio oferece jornada de estudos sobre Hélio Oiticica
Hélio Oiticica: a dança na minha experiência – Fábio Souza

 

MAM Rio oferece jornada de estudos sobre Hélio Oiticica

 

 

Sobre os convidados:

 

Agrippina R. Manhattan é artista, pesquisadora e travesti de São Gonçalo. “Meu trabalho é parte de uma profunda preocupação sobre tudo aquilo que restringe a liberdade. A palavra, a norma, a hierarquia, o pensamento ou eu mesma. Sinto que não sou obrigada a nada e isso me realiza. Escolhi meu nome e inventei a mim mesma, como escolho um título para um trabalho ou encontrando a tradução do que sinto em poesia. Por tudo aquilo que é possível imaginar mas ainda é impossível de nomear.”

 

Vivian Crockett é pesquisadora, acadêmica e curadora brasileira-americana com foco na arte moderna e contemporânea das diásporas africanas, diásporas latino-americanas e das Américas nas diversas intersecções de raça, gênero e teoria queer. É doutoranda em história da arte na Columbia University, cuja dissertação examina as práticas e discursos artísticos no Brasil nos anos 1960 e 1970. Crockett trabalhou no Museu de Arte Moderna de San Francisco, foi bolsista do Mellon Museum Research Consortium e atualmente é The Nancy e Tim Hanley Curador Assistente de Arte Contemporânea no Museu de Arte de Dallas.

 

Max Jorge Hinderer Cruz é escritor, curador e filósofo boliviano-alemão baseado em La Paz, Bolívia. De março de 2019 a junho de 2020 foi diretor do Museu Nacional de Arte (MNA) em La Paz. Foi também curador do projecto de exposição e publicação “Principio Potosí” (com Alice Creischer e Andreas Siekmann, Museo Reina Sofía, Madrid/Haus der Kulturen der Welt, Berlim/MNA e MUSEF La Paz, 2008-2011), e coordenador do Programa de Ações Culturais Autônomas e do Seminário Público Micropolíticas (com Suely Rolnik, Amilcar Packer e Tatiana Roque, São Paulo, 2014-2016). É autor do livro “Hélio Oiticica e Neville D’Almeida: Block-Experiments in Cosmococa – programa in progress” (com Sabeth Buchmann, Afterall Books/MIT Press, 2013), publicado em português por Azougue/Capacete em 2014.