Podemos ajudar?

Galeria Simone Cadinelli prorroga até 11 de junho a exposição “Jeane Terra – Escombros, peles, resíduos”

Simone Cadinelli Arte Contemporânea prorroga até 11 de junho de 2021 a exposição “Escombros, peles, resíduos”, com trabalhos inéditos da artista Jeane Terra, criados a partir de várias técnicas e processos singulares que ela vem desenvolvendo nos últimos anos – incluindo os meses do isolamento social – tendo como ponto de partida os escombros das casas do Pontal de Atafona, praia no norte fluminense que está sendo tragada pelo mar. A exposição ocupa toda a galeria, onde além das pinturas secas – ou “pele de tinta”, processo que criou e que agora está patenteado –, estão reunidas esculturas, fotografias, um bordado e duas instalações: uma escavação na parede e uma ocupação da vitrine, que dá para a Rua Aníbal de Mendonça, em Ipanema.

Por conta do protocolo anticovid, a galeria Simone Cadinelli Arte Contemporânea funciona de segunda a sexta, das 13h às 18h, sob agendamento prévio, que pode ser feito pelos telefones+55 21 3496-6821 e +55 21 99842-1323 (WhatsApp), ou email [email protected].

A exposição pode ser vista ainda por um tour virtual, disponível no site https://www.simonecadinelli.com/.

 

Galeria Simone Cadinelli prorroga até 11 de junho a exposição “Jeane Terra – Escombros, peles, resíduos”
Máscara Gold e Máscara Amurada – Foto de Fernando Souza

 

 

Galeria Simone Cadinelli prorroga até 11 de junho a exposição “Jeane Terra – Escombros, peles, resíduos”
Ecavação Capilar – Foto de Fernando Souza

 

 

Galeria Simone Cadinelli prorroga até 11 de junho a exposição “Jeane Terra – Escombros, peles, resíduos”
Escavação Capilar – Foto de Fernando Souza

 

Galeria Simone Cadinelli prorroga até 11 de junho a exposição “Jeane Terra – Escombros, peles, resíduos”
Foto de Fernando Souza

 

 

Galeria Simone Cadinelli prorroga até 11 de junho a exposição “Jeane Terra – Escombros, peles, resíduos”
Foto de Fernando Souza

 

Galeria Simone Cadinelli prorroga até 11 de junho a exposição “Jeane Terra – Escombros, peles, resíduos”
Jeane Terra (Foto: Cristina Granato)

 

 

A exposição reúne, em curadoria de Agnaldo Farias, um grande conjunto de trabalhos da artista, que discute a memória habitada em destroços de casas, e agora, de maneira mais ambiciosa, de quarteirões inteiros, que foram engolidos pelo mar em Atafona. Os trabalhos expostos são resultantes da imersão que a artista fez em janeiro de 2020 naquele local. Jeane Terra, mineira radicada no Rio, transforma seu ateliê em laboratório, onde “tudo é experimental”. “Sempre estou buscando algo novo, e gosto da dificuldade, de trabalhar o erro e o acerto, da surpresa que me aguarda diariamente no trabalho”.

Agnaldo Farias, curador da exposição e autor do texto crítico, destaca que acompanha o trabalho de Jeane Terra desde o início de sua trajetória.  “O trabalho dela tem muita força, e é um privilégio fazer esta viagem por ele”, diz. “É impressionante o fato de ela se chamar Jeane Terra, e ter esta pesquisa muito particular”.