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Festival da experimentação artística no cinema começa em 16 de agosto em parceria com o MAM Rio

Em 2021, o DOBRA – Festival Internacional de Cinema Experimental chega à 7ª edição consecutiva, reafirmando a potência de invenção de novos mundos que move o cinema experimental. O Dobra é realizado em parceria com o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, instituição que tem a Petrobras, o Itaú e a Ternium como mantenedores por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, e o Grupo PetraGold como patrocinador.

Abrindo a programação do festival, o MAM Rio promove um encontro no dia 16 de agosto com a equipe do DOBRA, quando serão apresentados os filmes selecionados, bem como as mostras organizadas por curadores convidados. A live de apresentação acontece às 16h (via YouTube e Facebook do MAM) e conta com a participação de Cristiana Miranda, diretora e curadora do festival. A mediação é de Domi Valansi (MAM Rio).

Entre 6 e 30 de setembro, o DOBRA acontece novamente de forma online e a programação será exibida através do site www.festivaldobra.com.br. A estreita relação entre o cinema experimental e as artes visuais está ainda mais explícita na edição 2021 do festival. A programação deste ano conta com produções nacionais e internacionais, que já passaram por exposições e mostras em galerias e museus em diversos países. Todas as sessões do DOBRA são gratuitas e não exigem cadastro. Além das exibições de nove programas de filmes, o festival inclui um curso e bate-papos online.

 

Festival da experimentação artística no cinema começa em 16 de agosto em parceria com o MAM Rio
Doom

 

A chamada para a edição 2021, aberta mais vez em plena pandemia, resultou em 1.006 inscrições de filmes provenientes de 43 países. Mais da metade dos inscritos são filmes nacionais. Esses números demonstram o fôlego dos artistas brasileiros em se manterem ativos em um país que adoece por asfixia.

A partir das inscrições, o festival selecionou 42 filmes que foram divididos em oito programas temáticos. A curadoria formada por Cristiana Miranda, Lucas Murari e Luiz Garcia identificou temas que se destacaram no trabalho dos artistas, tais como questões políticas, a busca por uma representação do espaço-cidade e do espaço-corpo, a criação de uma poética que responda à necessidade dos artistas de se manterem ativos diante do longo período pandêmico e a uma arqueologia da América Latina.

Os programas traçam um vasto panorama da produção experimental contemporânea mundial, tendo como grande destaque a América Latina. Além de filmes da Argentina, Chile, Colômbia, Haiti, México e Uruguai, a programação também conta com representantes da Alemanha, Bélgica, Canadá, Espanha, EUA, Finlândia, França, Hong Kong, Índia, Itália, Lituânia, Reino Unido e Taiwan. A produção brasileira se destaca com uma representatividade bastante expressiva: 23 selecionados. Para reforçar os laços de solidariedade internacional, o DOBRA traz em 2021 um programa convidado que presenteia o público com curadoria que amplia a cartografia do cinema experimental.

 

Festival da experimentação artística no cinema começa em 16 de agosto em parceria com o MAM Rio
Planetário

 

O programa convidado foi proposto pelo curador norte-americano Steve Polta, Diretor Artístico da San Francisco Cinematheque (Cinemateca de São Francisco/EUA), diretor e curador do CROSSROADS, festival anual de cinema experimental produzido pela San Francisco Cinematheque em conjunto com o San Francisco Museum of Modern Art. Consistindo em onze trabalhos apresentados no CROSSROADS 2019 e 2020, “rituais de regeneração” evoca ao mesmo tempo o tóxico e o transcendente, o violento e o sublime, enquanto contempla a paisagem psíquica contemporânea. Intimidades e delicadezas descobertas na natureza e no espaço doméstico contrastam com as brutalidades da Era do Antropoceno capitalista ao passo que mitologias de cômputo são exploradas.

Todos os nove programas estarão disponíveis a partir do site do DOBRA (www.festivaldobra.com.br) durante o período de realização do festival, de 6 a 30 de setembro. A programação inclui bate-papos online entre os curadores e o público, e uma discussão sobre digitalização de filmes em película.

Complementando a intensa programação da edição 2021, o DOBRA realizará o curso teórico Cinema Experimental e Etnografia, ministrado pelos curadores Cristiana Miranda, Lucas Murari e Luiz Garcia. O curso propõe uma discussão em torno dos diferentes traços etnográficos da prática do cinema experimental, dividida em três módulos. As inscrições estarão abertas em meados de agosto e serão gratuitas.

 

Festival da experimentação artística no cinema começa em 16 de agosto em parceria com o MAM Rio
Fótons Perdidos

 

Nas palavras da diretora e curadora Cristiana Miranda: “Reafirmando-se como um espaço de resistência através de uma produção experimental de qualidade, que compreende o Rio de Janeiro como uma cidade integrada no circuito internacional, o Festival DOBRA convida o público a fazer da experimentação cinematográfica uma linha de combate. Queremos outro mundo e afirmamos que um cinema experimental revolucionário, livre das convenções industriais e prolixo de invenções formais pode nos ajudar a construí-lo. Permaneceremos dobrando as margens e atravessando os limites. Afirmamos uma vez mais que os filmes importam, os encontros importam e o cinema é uma potência que imagina e constrói incessantes formas de viver.”