Podemos ajudar?

Fernando Henrique Cardoso e Hernani Heffner debatem Choque Cultural, de Zelito Viana

A Cinemateca do MAM, em parceria com o Canal Brasil e com a Mapa Filmes, apresenta a versão recém-restaurada do filme Choque Cultural, de Zelito Viana. Curta-metragem rodado em 1975, o filme apresenta a visão de cultura do renomado economista Celso Furtado, que posteriormente foi ministro da Cultura do governo Sarney e responsável pela criação da Lei de Incentivo à Cultura. Em diálogo com as ideias de Furtado, o filme expõe facetas do cotidiano brasileiro que flagram uma sociedade em processo acelerado de transformação em decorrência do contato com a chamada indústria cultural, em especial a de origem estrangeira.

 

O filme foi restaurado em 4K pelo diretor e terá exibição especial no Canal Brasil, na quinta-feira, dia 12 de novembro, às 16h45. Em seguida, poderá ser visto gratuitamente no canal on-line da Cinemateca do MAM, de 12 a 18 de novembro (www.vimeo.com/mamrio).

 

Para marcar essa sessão especial e lembrar o centenário de nascimento de Celso Furtado, a sessão será acompanhada de um debate entre o diretor Zelito Viana, o ex-presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, e o gerente da Cinemateca do MAM, Hernani Heffner. O debate será transmitido ao vivo no dia 12 de novembro, às 17h15, simultaneamente pelo canal Youtube do MAM Rio e pelo Facebook do Canal Brasil.

 

Sobre Celso Furtado

 

Celso Furtado (1920-2004) está entre os grandes economistas do mundo que estudaram, no pós-guerra, e de forma pioneira, os problemas do desenvolvimento econômico relacionando-os com problemas históricos. É o autor do clássico “Formação Econômica do Brasil” (1958).

 

Foi diretor da Divisão de Desenvolvimento da CEPAL (1949-57) e do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico (1958-59). No Governo de Juscelino Kubitschek, elaborou o Plano de Desenvolvimento do Nordeste, que deu lugar à criação da SUDENE.

 

No Governo João Goulart, foi o primeiro titular do Ministério do Planejamento (1962-63). Com o golpe militar de 1964, teve seus direitos políticos cassados por dez anos, dedicando-se então à pesquisa e ao ensino da Economia do Desenvolvimento e da Economia da América Latina em diversas universidades dos Estados Unidos e Europa.

Com a redemocratização, foi embaixador do Brasil junto à Comunidade Econômica Européia (1985-86), e Ministro da Cultura do Governo Sarney (1986-88), quando elaborou a primeira legislação de incentivos fiscais à cultura.

 

Sobre Zelito Viana

 

Zelito Viana (1938) é um dos mais importantes produtores e diretores do cinema brasileiro. Membro ativo do grupo do Cinema Novo, fundou, em 1965, junto com Glauber Rocha, Walter Lima Jr. e Paulo César Saraceni a Mapa Filmes, produtora responsável por importantes filmes do grupo. Como diretor realizou, entre outros, “Morte e Vida Severina (1976),  “Villa Lobos, uma vida de paixão (1999) e, mais recentemente, “Bela Noite para Voar” (2009). E, como produtor, “A grande cidade”, de Cacá Diegues, “Terra em Transe” (1966) de Glauber Rocha e “Cabra Marcado para Morrer” (1984) de Eduardo Coutinho.

 

 

Serviço:

 

Sessão de “Choque cultural“, de Zelito Viana. Brasil, 1976

Com Celso Furtado

Documentário, 22’

Classificação indicativa: livre

 

  • Exibição no Canal Brasil

Quinta, 12 de novembro, às 16h45

 

  • Exibição na Cinemateca do MAM on-line

De 12 (a partir das 18h15) a 18 de novembro em www.vimeo.com/mamrio

 

>> Debate com transmissão ao vivo com Zelito Viana, Fernando Henrique Cardoso e Hernani Heffner sobre o curta-metragem “Choque Cultural”:

Quinta, 12 de novembro, às 17h15

No YouTube do MAM e Facebook do Canal Brasil

 

Fernando Henrique Cardoso e Hernani Heffner debatem Choque Cultural, de Zelito Viana
Choque Cultural – Zelito Viana

 

Fernando Henrique Cardoso e Hernani Heffner debatem Choque Cultural, de Zelito Viana
Choque Cultural – Zelito Viana

 

Sobre o MAM Rio

 

O Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM Rio), fundado em 1948, é voltado às vanguardas e à experimentação nas artes, cinema e cultura. Seu acervo de cerca de 15 mil obras forma uma das mais importantes coleções de arte moderna e contemporânea da América Latina. O museu realizou inúmeras exposições que marcam até hoje as expressões e linguagens das artes visuais e abrigou múltiplos movimentos artísticos brasileiros.

O MAM Rio é uma instituição cultural constituída como uma sociedade civil de interesse público, sem fins lucrativos, apoiada por pessoas físicas e por empresas, que tem atualmente a Petrobras, o Itaú e a Ternium como mantenedores por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, e o Grupo PetraGold como patrocinador.

 

Desde janeiro de 2020, a nova gestão do MAM Rio, liderada pelo diretor-executivo Fabio Szwarcwald, com o apoio do corpo de conselheiros do MAM e das demais áreas do museu, deu início a um processo de profunda transformação institucional envolvendo novas ideias, novos fluxos de trabalho e novas atitudes. As ações do processo de transformação buscam coerência com o projeto original do museu, pautado pelo tripé arte-educação-cultura. Um movimento de potencialização das ações já realizadas no museu, em consonância com seu histórico, e de acolhimento de todos que desfrutaram da efervescência dos diversos espaços do MAM Rio, incluindo públicos que nunca visitaram a instituição.