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Eliseo Mattiaci e a renovação da arte contemporânea na Itália

Durante a Frieze Art Fair 2018 a galeria Richard Saltoun realizou a abertura da exposição Roma de Eliseo Mattiacci. A exposição apresenta uma série de esculturas considerada uma das mais importantes e dramáticas de sua carreira. Concebida em 1980-81, esta  instalação é composta por 58 volutas de alumínio moldado, ocupando as três salas da galeria em diálogo com a arquitetura georgiana.

“Eu morava em Roma há vários anos e conhecia bem a arquitetura barroca. Em particular, o elemento arquitetonicamente expressivo da voluta me fascinou porque, ao viajar pela cidade, estava em toda parte: era um sinal gráfico que permeava tudo. É por isso que eu considerei uma espécie de objet trouvé. Então, eu criei mais de cinquenta volutas de fusão de alumínio e dei o nome de de Roma; estes foram para a exposição no Padiglione d’Arte Contemporanea em Milão no ano seguinte. Eu gostava da ideia de que essas volutas não eram produto da minha criatividade, mas simplesmente objetos que eu encontrara pendurado, por acaso, nas árvores da Isola Tiberina. Eu poderia removê-los de seu contexto para exibi-los em outro lugar, mas eu também poderia decidir deixá-los em seu habitat natural.” Eliseo Mattiacci.

Sua filha Cornélia Mattiacci estava presente no evento e falou sobre a obra do pai Agora, “O contexto cultural romano era muito intenso nos anos 60 e 70, haviam múltiplas camadas de referência, novos movimentos artísticos emergindo, Pino Pascali era um dos colaboradores mais próximos. Geralmente meu pai rejeitava a idéia de se enquadrar em um movimento artístico, mas claro, ele admite que houveram influências externas, por estar vivendo em Roma naquele momento, não apenas da arte Povera mas também da arte minimalista”, diz Cornelia.

Em 1964, Mattiacci mudou-se para Roma, onde se envolveu na renovação da arte italiana contemporânea. Embora estivesse em contato com muitos movimentos artísticos, da Arte Povera à Arte Mínima, desenvolveu uma prática única e pessoal com uma trajetória destemida e independente.
Mattiacci foi amplamente exibido; nas galerias La Tartaruga e L’Attico em Roma nos anos 60 e 70 e mais tarde nas galerias de Alexander Iolas em Paris, Milão e Nova York nos anos 80. Ele representou a Itália duas vezes na Bienal de Veneza (1972 e 1988) e, em 1993, foi escolhido para a exposição inaugural da Fondazione Prada, em Milão. Em 1995, ele ganhou o primeiro prêmio na Bienal do Museu ao Ar Livre Fujisankei Hokone, em Tóquio, e em 2008, o prêmio de escultura Antonio Feltrinelli da Accademia dei Lincei, em Roma.
Eliseo Mattiacci (n.1940, Cagli, Itália) vive e trabalha em Pesaro, na Itália e é considerado um dos grandes escultores italianos de sua geração. Ele teve inúmeras exposições individuais em todo o mundo: recentemente em 2016 uma retrospectiva em MART, Rovereto, Itália e em 2018 Eliseo Mattiacci: GONG, uma apresentação monumental de vinte esculturas ao ar livre no Forte di Belvedere, Florença, Itália.

Eliseo Mattiaci e a renovação da arte contemporânea na Itália

 

Eliseo Mattiaci e a renovação da arte contemporânea na Itália

 

Eliseo Mattiaci e a renovação da arte contemporânea na Itália