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EAV Parque Lage – Aula aberta curso ‘Pedra e Ar’ 23/2

Ao longo de janeiro, fevereiro e março, a EAV Parque Lage vem oferecendo uma série de aulas abertas do curso ‘Pedra e Ar’ , com transmissão ao vivo pelo Youtube. A próxima será no dia 23 de fevereiro (terça), de 10h às 12h, com participação de três importantes lideranças: a multiartista e comunicadora Preta Ferreira, a artista e ativista indígena Daiara Tukano e o fundador e porta-voz dos ‘entregadores antifascistas’, Paulo Galo.

As micropolíticas e pautas afirmativas conduzirão a discussão acerca da temática “Coletividades”, trazendo questionamentos sobre a exclusividade das narrativas individualistas da criação e os projetos que centralizam poder. Como coletivizar e redistribuir? Como elaborar éticas e estéticas que protagonizem as trocas, as convivências e as coexistências? Como reelaborar perspectivas históricas para devidamente acolher os movimentos coletivos? A aula será no canal da EAV no YouTube.

 

EAV Parque Lage - Aula aberta curso ‘Pedra e Ar' 23/2

 

EAV Parque Lage - Aula aberta curso ‘Pedra e Ar' 23/2
Paulo Galo

 

EAV Parque Lage - Aula aberta curso ‘Pedra e Ar' 23/2
Preta Ferreira

 

Em resposta à pandemia de Covid-19, a Escola de Artes Visuais do Parque Lage (EAV) atua de forma propositiva e realiza o curso on-line gratuito Pedra e Ar, voltado a artistas com poéticas em desenvolvimento. Com aulas até 26 de março, o programa visa fomentar e apoiar a produção artística e discursiva com caráter crítico, experimental e disruptivo por meio de encontros periódicos com artistas, teóricos e demais agentes do campo cultural.

A seleção, feita por meio de edital público nacional, divulgou no dia 10 de dezembro os 12 candidatos selecionados. Uma bolsa de permanência de R$ 600 mensais vai remunerar os participantes do curso, como alternativa à excludente economia material do mundo da arte.

Para a diretora da instituição, Yole Mendonça, esta iniciativa é uma ação contrária ao processo de precarização e vulnerabilidade dos alunos e artistas durante a pandemia: “Esta importante conquista atualiza a radicalidade da EAV, que responde ao grave problema econômico dos trabalhadores da cultura, criando possibilidades para que os artistas não só invistam em formação e ampliem repertório, mas, sobretudo, para que permaneçam sendo artistas”, afirma.