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Duda Oliveira questiona nossos espaços sociais com uma provocação sensível metafórica na exposição ‘ENREDADOS’ no Centro Cultural Correios RJ

O Centro Cultural Correios Rio de Janeiro inaugura a exposição ‘ENREDADOS’, nova individual da artista Duda Oliveira que acontece no próximo dia 21 de outubro a partir das 17h. A mostra apresenta o resultado da pesquisa artística um conjunto de 12 obras composta por 6 esculturas e 6 pinturas abstratas de grandes formatos que dialogam entre a organicidade marítima e materialidade industrial. O corpo de trabalho contextualiza as narrativas poéticas filosóficas construtivas e questiona às tramas sociais sistêmicas humanas. A exposição tem curadoria de Carlos Leal, com texto crítico de Patricia Toscano e fica em exibição até 04 de dezembro de 2021.

Filha de um pai pregoeiro e mãe bordadeira, além de sua formação artística, Duda Oliveira exerce o direito ambiental e advoga na arte intersecionando seus talentos. Sua produção artística é inspirada e influenciada pelos insights filosóficos de diversos pensadores tradicionais e contemporâneos, pelas obras de Jorge Amado, e a arte da pesca na Baía de Guanabara. Artista plástica contemporânea, niteroiense, que estudou arte experimental na Escola de Artes Visuais do Parque Lage e História da Arte e da Arquitetura do Brasil, na Puc/Rio. Desde 2018 vem apresentando sua arte num ritmo intenso de exposições. Os trabalhos da artista vêm ganhando destaque nas Feiras Internacionais da Alemanha, Luxemburgo, em Salas Culturais em Portugal, nos Museus MASP, MAC Niterói, dentre outros relevantes espaços culturais no Brasil e exterior.

Em uma provocação sensível e metafórica, a artista alude a pesca de cerco com suas obras, tipo de pesca que utiliza o instrumento sarrico para formar a teia na qual o cardume não consegue desfazer e sair.

ENREDADOS’ nos convida a refletir sobre as redes que nos cercam, política, social, humana, digital e econômica que visam alcançar a excelência dos maiores e melhores. A reflexão é sobre o quanto nos preparamos e ansiamos estar dentro dessa sarricada como a melhor safra desse pescado, por algo ou alguém a qual nem temos consciência.

Independente das escolhas que tecem a humanidade numa costura de pertencimento entre ‘ser’ e ‘ter’, o indivíduo faz parte de um grupo onde a escolha vem antes mesmo de escolher, onde define-se antes de refletir e propor o próprio arbítrio em qualquer esfera coletiva.

Faz-se sempre esse processo de primazia e a exposição aprofunda essa reflexão ao questionar “O que seria qualificado como o melhor?”.

Na obra “Enredados”, cujo nome intitula a exposição, teoricamente encontram-se os selecionados, mas ao mesmo tempo existe uma inversão de valores do que foi priorizado.

O que é seleto e bom? O que realmente nos tornamos para sermos qualificados? Estas obras da Duda Oliveira incessantemente dialogam neste universo, as obras que carregam o azul anil remetem-nos a essa ilusão. Quanto existe de pretensão mais do que realidade? O que é real e o que é desejável? O que fica no mundo da perspectiva?

“Dotada da frágil força de seu fazer artístico, emerge em alguns objetos escultóricos propositalmente surrados, o questionamento existencialista acerca das marcas que insistem em permanecer. Nas telas resultadas de sua potente expressão catársica pictórica a artista reflete quanto as marcas estriadas que carregam nossas histórias. Quantas marcas trazemos de nossas próprias lutas, do próprio uso, o quanto nos datamos?” diz Patricia Toscano, crítica e curadora de arte, especializada em conectar os ecossistemas da arte, tecnologia e inovação.

Em um processo experimental, Duda Oliveira mergulha tecido lona crua na Baía de Guanabara repleta de derivados de petróleo e dejetos de óleos, cujo aquecimento e alimento orgânico, estimulou a proliferação de fungos resultando em um esfumaçado plástico natural peculiar em suas pinturas. Nas esculturas, a artista ressignifica o metal naval, cimento, vergalhões e a madeira inutilizada, em boa parte das obras. Partindo destes experimentos, Duda convida o público a refletir sobre a potência existencial de vida, transformação e esperança no caos.

O questionamento se estende sobre a busca da funcionalidade nos objetos e nos humanos, do quanto ambos são explorados eternamente enquanto ainda possuem ‘utilidade’. Em contraponto o que volta para casa é a sobra, aquilo que não mais satisfaz aquele sistema. Então resta o cansaço e o que é inutilizável, tudo o que era bom e seleto ficou naquela rede.

A mostra conta com a realização da CRIO.ART e produção da Ventania Cultural. A entrada é livre e gratuita e o funcionamento é de terça-feira a sábado, de 12:00 às 19:00, seguindo todos os protocolos de higienização, segurança e prevenção do COVID19.

 

 

Duda Oliveira questiona nossos espaços sociais com uma provocação sensível metafórica na exposição ‘ENREDADOS’ no Centro Cultural Correios RJ
‘Enredados’, Duda Oliveira – Foto de Toni Coutinho

 

 

Duda Oliveira questiona nossos espaços sociais com uma provocação sensível metafórica na exposição ‘ENREDADOS’ no Centro Cultural Correios RJ
‘Imersão’, Duda Oliveira – Foto de Toni Coutinho

 

 

Duda Oliveira questiona nossos espaços sociais com uma provocação sensível metafórica na exposição ‘ENREDADOS’ no Centro Cultural Correios RJ
‘Muro’, Duda Oliveira – Foto de Toni Coutinho

 

 

Duda Oliveira questiona nossos espaços sociais com uma provocação sensível metafórica na exposição ‘ENREDADOS’ no Centro Cultural Correios RJ
‘Tribos’, Duda Oliveira – Foto de Toni Coutinho

 

Duda Oliveira questiona nossos espaços sociais com uma provocação sensível metafórica na exposição ‘ENREDADOS’ no Centro Cultural Correios RJ
‘Tramas’, Duda Oliveira – Foto de Toni Coutinho

 

 

Duda Oliveira questiona nossos espaços sociais com uma provocação sensível metafórica na exposição ‘ENREDADOS’ no Centro Cultural Correios RJ
‘Univitelino’, Duda Oliveira – Foto de Toni Coutinho

 

 

Duda Oliveira questiona nossos espaços sociais com uma provocação sensível metafórica na exposição ‘ENREDADOS’ no Centro Cultural Correios RJ
‘Sarricada’, Duda Oliveira – Foto de Toni Coutinho

 

 

Sobre a artista

Artista plástica contemporânea, niteroiense, que estudou arte experimental na Escola de Artes Visuais do Parque Lage e História da Arte e da Arquitetura do Brasil, na Puc/Rio. Desde 2018 vem apresentando sua arte num ritmo intenso de exposições. Os trabalhos da artista vêm ganhando destaque nas Feiras Internacionais da Alemanha, Luxemburgo, em Salas Culturais em Portugal, nos Museus MASP, MAC Niterói, dentre outros relevantes espaços culturais no Brasil e exterior.

A visão literária e poética da pesca levou a escultora Duda Oliveira a se aventurar no mundo da arte e do Direito Ambiental. A proximidade da escultora com o universo factível da pesca trazia-lhe também um forte senso de crítica social e propósitos de defesa dos valores constituídos por esse grupo. Há 20 anos ingressou na militância do Direito Ambiental, especializando-se em Sociologia Política, para empreender de forma participativa.

Com a luta e o árduo trabalho estressante na carreira de advogada veio a necessidade de uma terapia alternativa. Foi assim que a arte entrou em sua vida. “A escultura e pintura é a minha fuga, um momento que fico ligada somente a mim. Mas ainda nela, eu consigo materializar a pesca. A minha principal obra é um pescador jogando sua rede. A vida sempre me levou para esse lado, em todos seus extremos”, conta a artista.

A percepção sensível da artista dialoga com as frágeis estruturas sociais ignoradas pela sociedade. Sobre essa perspectiva, a artista lança um olhar semiótico sobre as relações humanas, desconstrói seu pano de fundo e analisa o cotidiano das cidades.

Assim se dá a manifestação de arte contemporânea no universo da artista, a qual só se permite intuir através de um novo olhar sobre as coisas que sempre existiram e sempre estiveram muito próximas à percepção, mas que foram moldadas pelas razões mundiais dominantes, limitando o alcance do cognitivo.

A artista teve sua infância permeada pela atividade extrativista de pescado, memória de forte reminiscência em suas obras, sempre fazendo paralelos ambientais principalmente à Baía de Guanabara e a toda paisagem de informação de indústrias de transformação, estaleiros e de operários.

Suas obras possuem ressonância intuitiva. D.O. acredita que não existe o artista sem o outro. Dogmas e teorias não desenvolvem o potencial da percepção. É necessário ter olhar sensível para tudo que seja simples, tranquilo e generoso.

 

Duda Oliveira questiona nossos espaços sociais com uma provocação sensível metafórica na exposição ‘ENREDADOS’ no Centro Cultural Correios RJ
Foto de Toni Coutinho

 

 

Duda Oliveira questiona nossos espaços sociais com uma provocação sensível metafórica na exposição ‘ENREDADOS’ no Centro Cultural Correios RJ
Duda Oliveira – Foto de Toni Coutinho

 

Duda Oliveira questiona nossos espaços sociais com uma provocação sensível metafórica na exposição ‘ENREDADOS’ no Centro Cultural Correios RJ
Duda Oliveira – Foto de Toni Coutinho

 

Duda Oliveira questiona nossos espaços sociais com uma provocação sensível metafórica na exposição ‘ENREDADOS’ no Centro Cultural Correios RJ
Duda Oliveira

 

Sobre a curadoria

Carlos Leal, editor de livros de arte, colecionador de fotografias e curador. Em 2002, fundou a Barléu Edições, voltada exclusivamente à fotografia e arte contemporânea onde editou cerca de 100 livros de arte, dentre eles Coleção Alberto Chateaubriand e Coleção MAM Internacional.

Editou mais de 800 autores de literatura e interesse geral, dentre eles Antonio Callado, Darcy Ribeiro, Mario Vargas Llosa e Wilson Martins. Depois de quase 10 anos morando entre Europa e Nova York, onde estudou na NYU, volta ao Rio, em 1991, e, em 1993, assume a direção da Editora Francisco Alves, tornando-se seu principal acionista. Começou sua carreira na Livraria Francisco Alves editora, em 1975, como assistente editorial. Foi editor da casa entre 1978 e 1981.

 

 

Sobre a crítica

Patricia Toscano é curadora, crítica e art advisor. Escreve e possui textos publicados, realiza consultorias, projetos, exposições e experiências imersivas. Fundadora da CRIO.ART | #artplatform, estrategista especializada em conectar os ecossistemas da arte, tecnologia e inovação, com expertise em economia criativa, antropologia do consumo, pesquisa e análise de tendências disruptivas, inteligência de mercado e transformação digital. Formada em Design com pós-graduação em curadoria e crítica de arte pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (IUPERJ) e EAV Escola de Artes Visuais do Parque Lage; especialização em Design Thinking e Tecnologia;  Empreendedorismo e Inovação; MBA em Ecommerce e em planejamento estratégico e gestão de projeto e novos modelo de negócios digitais e híbridos.

Em 2014 foi premiada pela Shell Live Wire com reconhecimento da UNESCO e UBI Index. Reconhecida também como um dos TOP10 entre os 100 projetos e modelos de negócios promissores pelo Movimento 100 Open Startups Innovation e pelo Rio Criativo | Startup Rio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Governo do Estado e programa Inovativa Brasil do Ministério da Economia de 2015 a 2017.

Na arte, estudou filosofia, psicanálise, crítica e história da arte e sua formação foi com mestres consagrados, como Paulo Sérgio Duarte, Fernando Cocchiarale, Anna Bella Geiger e Max Perlingeiro.

Ao longo de sua trajetória realizou mais de 40 projetos e negócios estratégicos híbridos no Brasil e no exterior com diversos artistas, galerias, instituições e organizações nas esferas públicas e privadas como: Secretária de Cultura do Estado do Rio de Janeiro, Secretaria de Cultura do Município, Museu e Centro Cultural Correios, Ministérios das Comunicações do Governo Federal, Casa de Cultura Laura Alvim, Midrash, Petrobras, Bradesco, SulAmerica, Sebrae, Redetec, W/Brasil, F/Nazca, Thales Group, Bioargo Group, Actelion, Alupar, Claro, Skol, Nike, Itaú, Pampers, Globo, Merk, Agência Nacional, Abdan, entre outras. Seus mais recentes trabalhos e realizações em exposições individuais e coletivas, leilões e projetos de arte entre 2017/2020: ‘Contrapontos’ – SV Gallery NY e SP; ‘Pincel Oriental’ – Centro Cultural Correios RJ; ‘L’Arte il senso dela vitta’ – Museu Correios Brasília; ‘Abstracionismo Geométrico Absoluto’ – Círculo Ítalo Brasileiro/Embaixada e Consulado Italiano SC; ‘O Negócio da Alma’ – Centro Cultural Correios RJ; ‘Intersecções Poéticas’ – curadoria em conjunto com Fernando Cocchiarale e participação de Anna Bella Geiger como artista convidada, no Pier Mauá; ‘Diversidade e Contaminação’ – Centro Cultural Correios RJ; leilão ‘Arte Que Nos Une’; projeto ‘Fotos Pro Rio’; ‘Vertígios’ e ‘Parábolas Visuais’  – Centro Cultural Correios RJ;

 

 

Duda Oliveira questiona nossos espaços sociais com uma provocação sensível metafórica na exposição ‘ENREDADOS’ no Centro Cultural Correios RJ
Patricia Toscano – Foto de Cristina Granato

 

 

Sobre o espaço

O Centro Cultural Correios Rio de Janeiro está localizado na Rua Visconde de Itaboraí, 20, no centro da cidade. Integra o Corredor Cultural, tendo como vizinhos a Casa França Brasil, ao lado, e o Centro Cultural do Banco do Brasil, defronte.

O imóvel foi inaugurado em 1922. As linhas arquitetônicas da fachada, em estilo eclético, caracterizam o prédio do início do século, construído para sediar uma escola do Lloyd Brasileiro. Mas isto não ocorreu e o prédio foi utilizado, por mais de 50 anos, para funcionamento de unidades administrativas e operacionais dos Correios. Na década de 80, o imóvel foi desativado para reformas, sendo reaberto em 2 de junho de 1992, parcialmente restaurado, para receber a “Exposição Ecológica 92”, evento integrante do calendário da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente – RIO 92.

Desde então, o Centro Cultural Correios vem marcando a presença da instituição na cidade com promoção de eventos em áreas diversas, como teatro, vídeo, música, artes plásticas, cinema e demais atividades voltadas à integração da população carioca com formas variadas de expressão artística.

Suas instalações, adequadas à realização de diversificada programação, ocupam integralmente os 3.480m2 da área do prédio. O Centro Cultural Correios Rio de Janeiro é dotado de três pavimentos interligados por um elevador, também do início do século, de onde se pode ter uma visão panorâmica de todo o ambiente interno. No andar térreo, está localizado o Teatro com 320 m² e capacidade para 200 pessoas. Também no térreo há uma Galeria de Arte para pequenas mostras. No segundo e terceiro pavimentos, estão localizadas dez salas de exposições, com infraestrutura e iluminação propícia a eventos de grande porte.

O Centro Cultural Correios dispõe também de um Bistrô, que funciona durante o horário de realização dos eventos. A Praça dos Correios – uma área aproximada de 1,3 mil m² ao ar livre, com espelho d’água e suporte de uma concha acústica, que pode receber um público numeroso para eventos a céu aberto.

O local em média anual, recebe um público 400 mil visitantes e promove cerca de 50 eventos, com atrações variadas de teatro, música, dança, cinema e vídeo, além das exposições de diversos tipos de arte.

 

 

 

Serviço

 

ENREDADOS

  • Artista: Duda Oliveira
  • Curadoria: Carlos Leal
  • Texto Crítico: Patricia Toscano
  • Abertura: 21/10 às 17h
  • Período: 21/10 a 04/12/2021
  • Horário: De terça a sábado, de 12:00 – 19:00, seguindo todos os protocolos de higienização, segurança e prevenção do COVID19.
  • Local: Centro Cultural Correios Rio de Janeiro
  • Endereço: Rua Visconde de Itaboraí, 20 – Centro – Rio de Janeiro
  • Contato do local: 21 2253-1580
  • Contato sobre a artista, obras e exposição: 21 2018-5570 / 99964-1932 (Te/Cel/WhatsApp)
  • Contato imprensa: 21 2018-5570 / 99964-1932 / [email protected] (Assessoria /c.press)
  • Site: https://dudaoliveira.com/
  • Instagram: @dudaoliveiraartista
  • Galeria Online: https://dudaoliveira.crio.gallery
  • Realização:ART
  • Produção: Ventania Cultural
  • Apoio: Centro Cultural Correios, Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações e Governo Federal