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Damien Hirst irá colocar fogo nas próprias obras na culminação de seu experimento NFT ‘The Currency’

‘The Currency’, projeto do artista Damien Hirst, criou um questionamento que levou seu público a pensar sobre a ideia de valor atribuído e valor intrínseco. A ideia exposta há um ano, é de que após a aquisição de sua obra de arte, o comprador faça a escolha entre manter a obra em NFT Art, token não fungível, ou receber a pintura de maneira física. A destruição das obras acontecerá durante uma exposição, também intitulada “The Currency”, na Newport Street Gallery, em Londres, a partir de 9 de setembro.

10.000 obras estavam disponíveis para vendas, apesar da enorme semelhança entre as pinturas, cada uma conta com identificadores únicos, como marcas d’água e hologramas embutidos, para dificultar plágios ou falsificações. Caso essa opção seja escolhida, o NFT será apagado, e caso o proprietário renuncie a sua obra física, esta será destruída. A porcentagem de quantas obras permanecerão em NFT e quantas serão trocadas pela física é exatamente o ponto de interesse para os observadores do mercado de arte.

“As obras de arte serão queimadas em um horário específico a cada dia durante a exibição. Esses horários serão divulgados com antecedência”, dizia um comunicado do artista. No final deste ano, durante a semana Frieze, em outubro, a galeria irá realizar um evento de encerramento para queimar as obras restantes, com a presença de Hirst. 

 

Damien Hirst irá colocar fogo nas próprias obras na culminação de seu experimento NFT 'The Currency'
imagens cortesia de HENI

 

 

Damien Hirst irá colocar fogo nas próprias obras na culminação de seu experimento NFT 'The Currency'
imagens cortesia de HENI

 

De acordo com uma contagem corrente, os números estão a favor dos NFTs com 5.713 tokens restantes e 4.219 sendo negociados por obras de arte físicas. Hirst fez as obras físicas em 2016 usando tinta esmalte sobre papel artesanal. Cada trabalho é numerado, intitulado, carimbado e assinado pelo artista no verso.

Esse projeto também incita um novo pensamento no mercado da arte. Para Hirst, as obras de arte passam a ter a possibilidade de funcionar como moedas, como já fazem os NFT, e isso abre novas possibilidades no mercado de arte. Esse projeto sacia um antigo desejo de Hirst que vinha antes mesmo do advento dos NFTs, trabalhar as noções de valor intrínseco e atribuído.

Damien Hirst consegue com esse projeto criar uma certa revolução, sobre a maneira de se olhar comercialmente as obras de arte, mas também cria-se uma expectativa sobre como os compradores de seus trabalhos irão se comportar, qual escolha irão fazer “É excitante, realmente não sei o que as pessoas farão.”, disse o artista.