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Brasileiros na Frieze Art Fair

Nesta mostra os trabalhos selecionados são a partir da década de 50, encontram-se diferentes fases do modernismo e todo o começo da arte contemporânea. Quase totalidade dos espaços tem as paredes brancas e diferentes formatos de expositores, permitem-se criações mais ousadas e é o lugar para se conhecer artistas jovens, emergentes, novidades, mas também artistas consagrados em diferentes períodos dependendo da trajetória na arte contemporânea. Há uma profusão de cores, formas e movimentos. As galerias brasileiras presentes fizeram diferentes apostas e composições.

A Galeria Luisa Strina que ganhou o prêmio de melhor booth (stand) no ano passado, desta vez trouxe obras de Fernanda Gomes, Alexandre da Cunha que usam materiais mais comuns, Cildo Meirelles com arte conceitual abstrata, e outros artistas. Um destaque para as fotografias, pinturas e esculturas de Ana Maria Maiolino, artista brasileira com um trabalho ligado a questões sociais e femininas na década de 70 e 80. De acordo com a Galerista Luisa Strina, Maiolino representa uma grande força artística na década de 70, trazendo as questões políticas e do feminino “A obra “Entrevidas” que está na exposição Mulheres Radicais na pinacoteca de São Paulo,  nós também trouxemos para a Frieze, a mulher pisando em ovos remete a situação das pessoas no período da ditadura militar, e também a condição da mulher que ainda não tinha liberdade de expressão” diz Luisa. 

 

Brasileiros na Frieze Art Fair

 

A Galeria Vermelho, apostou em obras que trazem o elemento da linguagem, dos artistas Angela Detanico e Rafael Lain que desenvolvem uma série de alfabetos e se relacionam com a poesia concreta, que busca dar forma à palavra.

No sistema Radiant, a palavra sol é escrita em diferentes línguas, de acordo com um gráfico que simula os raios solares e que, para cada quadrante foi atribuída uma letra. Na obra Delight as luzes representam o alfabeto em braile e em alguns casos de deficiência visual é possível experimentar a incidência das luzes e reconhecer o que está escrito.

 

Brasileiros na Frieze Art Fair

 

A galeria Jaqueline Martins apresentou uma solo do artista checo Kristof Kintera, uma aposta da nova geração que tem sido bastante valorizado na Europa, ele destaca a simplicidade dos processos e materiais, cria esculturas e instalações combinando ou alterando objetos comuns de maneiras incomuns, uma das obras ele compõe uma máquina e uma planta relacionando os dois processos de desenvolvimento – o natural e o da máquina.

                                      

     Brasileiros na Frieze Art Fair

 

Nesta caminho também apostou A Gentil Carioca, com obras do artista Pascale Marthine, explorando materiais mais simples de encontrar em qualquer ambiente, “Minha obra muitas vezes expressa a banalidade da normalidade, às vezes o silêncio é mais interessante que a conversação, as vezes um discurso sério não é capaz de expressar nada de profundo sobre o ser humano”, diz Pascale.

 

Brasileiros na Frieze Art Fair

 

Um destaque para a obra “Flora Treme” do coletivo Opavivará! na galeria A Gentil Carioca, uma instalação feita com utensílios domésticos fazendo um bate-panela, que os brasileiros bem sabem, relembra a recente insatisfação com a política vigente

 

Brasileiros na Frieze Art Fair

 

 

Brasileiros na Frieze Art Fair

A Galeria Lehmann Maupin fez uma exposição solo dos artistas brasileiros Os Gêmeos, com grandes painéis, pinturas e instalações como esta espécie de carrinho com mesa de mixagem de som e amplificadores.