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A palavra do ano é NFT: Uma retrospectiva panorâmica da arte em 2021

O ano de 2021, assim como 2020, acabou sofrendo certas limitações como consequência da pandemia de Covid-19. Entretanto, um mercado entrou em ascensão, o de NFTs. Até fevereiro praticamente ninguém conhecia o significado dessa sigla, porém tudo mudou quando a tradicional casa de leilões Christie’s anunciou que faria seu primeiro leilão de tokens não fungíveis, ou NFT.

Foi neste fatídico leilão que a coleção ‘Everydays: The first 5000 days’, de Beeple, foi arrematada por nada menos que U$ 69,3 milhões, tornando-o um dos mais caros artistas vivos. De lá para cá o mundo mudou, as vendas de arte digital dispararam e até mesmo o Collins English Dictionary divulgou que sua tradicional ‘palavra do ano’ foi NFT. O uso do termo aumentou 11000% e superou ‘covid’.

 

A palavra do ano é NFT: Uma retrospectiva panorâmica da arte em 2021
A coleção Desperate ApeWives NFT em exibição durante a Miami Art Week – Foto: Erika Goldring / Getty Images for Marshland

 

A febre dos NFTs chegou para ficar, e surgiu como uma descentralização do mercado de arte tradicional dominado por poucos privilegiados. Este nicho está sendo moldado por uma nova geração de artistas e colecionadores, estando fora das mãos do costumeiro empório. Entretanto, não podemos ignorar que embora descentralizado da elite artística, o universo dos NFTs ainda está bastante restrito ao norte global.

A questão é que os tokens não fungíveis não chegaram para rivalizar com a arte física tradicional, mas sim para incluir-se nela. Menos de um ano depois da explosão, os NFTs já estavam presentes em feiras de renome internacional como a Art Basel Miami e a ArtRio. A expectativa é de que a arte digital esteja cada vez mais presente.

 

A palavra do ano é NFT: Uma retrospectiva panorâmica da arte em 2021
A instalação do artista Mario Klingemann criou autorretratos generativos e os cunha como NFTs para os visitantes levarem para casa na Art Basel Miami

 

Mas nem tudo em 2021 foi NFT Art, um dos grandes destaques do ano foi a venda da obra ‘Jovem segurando um roundel, ca. 1480’, de Sandro Botticelli. O quadro foi vendido por U$ 92,2 milhões e se tornou a segunda obra mais cara de um Velho Mestre, atrás apenas de ‘Salvator Mundi’ de Leonardo da Vinci arrecadou US$ 450,3 milhões em 2017.

Outro destaque foi a venda da obra de  Frida Kahlo, ‘Diego y yo, 1949’, adquirida na Sotheby’s por U$ 34,9 milhões. O quadro se tornou a obra mais cara da artista, superando em muito os U$ 8 milhões, alcançado em 2016 com ‘Dois Nus na Floresta, 1939’.

 

A palavra do ano é NFT: Uma retrospectiva panorâmica da arte em 2021
Sandro Botticelli, jovem segurando um roundel, ca. 1480. Foto : Julian Cassady

 

 

A palavra do ano é NFT: Uma retrospectiva panorâmica da arte em 2021
Frida Kahlo, Diego y yo , 1949. Foto : Sotheby’s