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22ª Bienal de Arte Paiz debate situação mundial, principalmente do Sul Global

Intitulada ‘Perdidos. En Medio. Juntos’, a 22ª Bienal de Arte Paiz reuniu 40 artistas entre 6 de maio e 6 de junho, na Guatemala. Tendo Alexia Tala como curadora chefe e Gabriel Rodriguez Pellecer como curador adjunto, a bienal propôs um debate sobre a situação mundial, com enfoque no Sul Global. O evento também contou com duas mostras individuais, sendo uma sobre o artista guatemalteco Aníbal López, e outra sobre a chilena Paz Errázuriz.

Como enfrentar o passado do Sul Global hoje? Onde identificamos a violência colonizadora? Como respondemos a eles? Que passado construímos para o futuro? Questões como estas foram estimuladas pelo projeto curatorial. Participaram artistas brasileiros como Jonathas de Andrade, Detanico Lain, Vanderlei Lopes e Ayrson Heráclito. As exposições estão divididas entre os municípios de Antigua e Ciudad de Guatemala.

Qual o significado das coisas que acontecem o no mundo hoje? Para onde vamos? Nosso tempo é definido pela incerteza e pelo retorno dessas questões. Segundo o texto curatorial, essa confusão é determinada por uma forma de se relacionar com o passado e o futuro, uma relação cheia de obstáculos e contradições que nos prendeu em um sentido de “sem saída”: discursos de ódio e intolerância que se pensava hoje superados são volta com força.; a vida ‘tecnologizada’ a partir da instantaneidade afetando o modo de viver das pessoas e vozes invisíveis há séculos, reivindicando seu lugar na história. Esses fenômenos contraditórios desenham uma realidade complexa na contemporaneidade, baseada na dificuldade tanto de interpretar o passado como de projetar nosso destino. Alguns pensadores chamam essa desorientação de ‘presentismo’.

 

22ª Bienal de Arte Paiz debate situação mundial, principalmente do Sul Global
Hellen Ascoli – Encuentro, 2014 – Foto: cortesia do artista.

 

22ª Bienal de Arte Paiz debate situação mundial, principalmente do Sul Global
Paz Errázuriz- Luchadores del Ring, 1988-1991, – Foto: cortesia do artista.

 

22ª Bienal de Arte Paiz debate situação mundial, principalmente do Sul Global
Ayrson Heráclito, Colar Barroco, 2005

 

22ª Bienal de Arte Paiz debate situação mundial, principalmente do Sul Global
Aníbal López – Testemunho, 2012, vídeo. Foto: cortesia Documenta Kassel.

 

22ª Bienal de Arte Paiz debate situação mundial, principalmente do Sul Global
Jonathas de Andrade, O peixe, 2016

 

22ª Bienal de Arte Paiz debate situação mundial, principalmente do Sul Global
Detánico & Lain – De Vermeer a Veronese, 2019

 

22ª Bienal de Arte Paiz debate situação mundial, principalmente do Sul Global
Vanderlei Lopes – La democracia es un mito, 2019

 

“A América Latina vive radicalmente essas questões que também se refletem no Sul Global. Um território que tem como história um itinerário de violência, que vem principalmente do Norte.

Ataques contra a democracia, exploração, violações dos direitos humanos, com suas histórias derivadas e micro-histórias; bem como narrativas e outras formas de conhecimento são alguns dos temas que os artistas irão propor, cuja sensibilidade será ativada a partir de um ponto de vista da diversidade cultural e geográfica da Guatemala e do Sul Global.”, diz o texto curatorial.