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100 anos de Lygia Clark: Conheça outros lados da artista

No dia 23 de outubro de 2020, um dos maiores nomes da arte contemporânea brasileira completaria 100 anos. Lygia Pimentel Lins, ou Lygia Clark, foi criadora de proposições no Concretismo, Neoconcretismo e na Arte Conceitual.

Nascida em Belo Horizonte, Lygia se tornou conhecida mundialmente. Entretanto há alguns lados da artista falecida em 1988 que muita gente não conhece.

 

100 anos de Lygia Clark: Conheça outros lados da artista

 

100 anos de Lygia Clark: Conheça outros lados da artista

 

100 anos de Lygia Clark: Conheça outros lados da artista

 

Lygia era adepta da psicanálise

A psicanálise teve uma importância muito grande na vida da mineira. Ela era fascinada com os sonhos e os narrava como profecia e até mesmo criava obras com base nessas experiências.

A artista teve sessões de psicanálise por muito tempo e chegou a ser paciente de Pierre Fédida, um dos mais importantes nomes da área no fim do século passado. Esses encontros ocorreram na época em que Lygia morou em Paris.

 

Foi homenageada por Caetano Veloso em uma música

Caetano Veloso conheceu Lygia durante seu exílio em Paris, que aconteceu na mesma época em que ela morava por lá. A partir da obra ‘Pedra e Ar (Stone and Air), de 1966’, o cantor compôs ‘If You Hold a Stone’ como homenagem. Confira um trecho:

If you hold a stone, hold it in your hand

If you feel the weight, you’ll never be late

To understand

 

(Se você segurar uma pedra, segure-a na mão

Se você sentir o peso, você nunca vai se atrasar

Para entender)

 

100 anos de Lygia Clark: Conheça outros lados da artista
‘Pedra e Ar (Stone and Air)

 

Queria democratizar sua arte

Lygia Clark queria que todos tivessem acesso à sua arte. Em 1963 ela afirmou que gostaria de ver as obras de sua série ‘Bichos’ na mão do público. Ela gostaria que fossem produzidos diversos objetos e que eles estivessem à venda em todos os lugares, até mesmo em camelôs.

 

Ela tinha fascínio por escorpiões

Lygia falava muito sobre escorpiões para os amigos, inclusive se mostrou fascinada com um documentário sobre os artrópodes em uma carta escrita para Mário Pedrosa. A artista dizia se ver nos temidos animais por conta da maneira que eles são solitários.

Não coincidentemente, seu signo era escorpião.

 

Não queria ser rotulada como ‘artista’

Lygia também nunca gostou de ser chamada de artista. Muito se dá pelo fato de ela ter deixado de seguir o tipo de ‘artista’ que o mercado da época propunha. Ela afirmou que o fato de sua obra ter se tornado gestual fez com que ela ficasse fora do conceito de artista da época.

Lygia se intitulava ‘propositora’ e chamava suas obras de ‘proposições’